7 de agosto de 2016

Nem sempre é falsidade. Às vezes é apenas uma parte sua que ninguém conhece

fonte: shinya* no Flickr

Sabe aquele momento em que você agiu diferente? Sorriu mais abertamente? Correu com mais vontade? Fez piadas mais bestas? Falou com mais sinceridade? E então, aquelas pessoas que contigo convivem, estranharam. Ora, você não é assim de verdade. Você estava sendo falsa. Querendo ser outra pessoa. Ou será que esse é justamente seu melhor, mais sincero... você?

São momentos diferentes. Grupos diferentes. Pessoas diferentes. Lugares diferentes. Então por que teríamos que ser os mesmos sempre? 

Cada situação pelo qual passamos exige de nós reações diferentes, mas não quer dizer que mudamos por completo, ou que estamos fingindo. Esqueça essa ideia de constância, de uma única e exclusiva personalidade a qual devemos transbordar sempre. Esqueça isso. A cada momento e a cada pessoa deixamos expor um pedacinho de quem somos, e não o nosso todo. Naquele instante do tempo expomos ao mundo uma parte do nosso universo. E universo, meu caro, é uma definição de algo imensurável. Talvez tenhamos até manifestado uma fração nossa que nem sabíamos que fazia parte de nós, e isso é maravilhoso. Cada descoberta sobre quem somos (ou quem estamos nos tornando) é algo extraordinário. 

Mostramos o nosso mais autêntico sorriso naquele reencontro com quem estava longe há meses, a nossa essência mais agressiva em um debate que nos causa revolta e o nosso lado meio sensível demais quando vemos um filme que nos toca. Assim, as pessoas que estiverem conosco em apenas uma dessas três situações verão apenas o nosso pedacinho exposto em uma dessas três situações. Não significa que estamos sempre felizes, agressivos ou sentimentais. E com certeza não deveria significar que somos constantemente assim. 

A escola extrai um pouco de quem somos, assim como as festas, os trabalhos, os passeios e as viagens. Nossa personalidade é expressada aos pouquinhos, além de suavemente se adaptar ao ambiente e às pessoas. Por isso muitos acham que somos exatamente assim, como nos veem apenas lá. Acreditam que somos uma caixinha fechada, onde tudo já fora tirado lá de dentro e descoberto. Contudo, quando veem que há muito mais, alguns se surpreendem, já outros apenas rotulam as diferenças que encontram como falsidade. E essa ideia, de que se não formos sempre os mesmos não somos nós mesmos (exatamente assim, quase num trocadilho de palavras), parece não querer ir embora. Continuam acreditando nos esteriótipos, e um pouco pior do que isso: que cada um se encaixa em apenas um "grupo". Que ideia mais ultrapassada, não acha?

Considero-me uma pessoa de fases. A única característica constante minha é meu jeito meio meigo e minha atração por fofuras. Fora isso? Duvido encontrar algo a mais. E não me incomodo com isso. Simplesmente amo a ideia de que o mundo é cheio de pontos de interrogação e que está em constante mudança. Se ele é assim, por que seríamos diferente? Somos parte dele. 

Parem com os rótulos e padrões. As pessoas são uma junção de milhares de momentos, influências e sentimentos; e isso tudo é expressado aos pouquinhos. Por isso que seus amigos mais próximos têm uma visão diferente sobre você do que o carinha do bar. E o carinha do bar tem uma visão diferente sobre você do que sua professora de cálculo. E sua professora de cálculo tem uma visão diferente sobre você do que você mesmo.

Esbanje sua verdadeira essência. Ou melhor, esbanje tudo que é verdadeiro em você, todas as partezinhas que te formam. Por favor, não tenha medo de ser julgado por agir um tiquinho diferente. Mudar nem sempre significa falsidade. Agir diferente perto daquela pessoa pode significar que você descobriu mais um pedacinho seu naquele exato momento. Uma parte sua que ninguém conhecia até então, nem mesmo você. E isso é maravilhoso. 

5 de junho de 2016

Sou curiosa e não pedirei desculpas por isso

Tenho mania de querer saber das coisas. Adoto a filosofia do “só sei que nada sei”, e assim sigo a minha vida.

Não consigo ter uma só opinião a respeito de algo. Dizem que o universo é infinito, mas meu amigo, qual é a sua definição de infinito? 

Tem gente que só acredita naquilo que vê. Tem gente que só crê naquilo que pode tocar. Ah! Mas eu não acredito em nada. E acredito em tudo. Não, não me entenda mal. A verdade é que tudo me é possível. Minha irmã tem a convicção de que magia não existe. Meu tio jura de pés juntos que foi o Big Bang que deu origem ao universo. Mas eu? Sei não. Para mim, tudo é possível. Mundos paralelos é uma ideia bem aceitável. Telepatia? Também. Sabia que já tem até estudo em cima disso? Pois é. Abra a sua mente um pouquinho. Seja curioso. Vai, só tenta.

Não aceite a opinião de jornalista como verdade imutável. Sabia que o bandido não matou aquele homem? Foi acusado com falso testemunho! Quem diria, não é mesmo? Ah! E sabe aquela notícia de que haveria uma onda de ar terrivelmente frio na próxima semana? Dessa verdade você duvidou? Que bom, por que a previsão do tempo estava errada. De novo.  

Não há se quer uma única coisa nesse mundo que não me é curioso. A mente me enlouquece. Observar os astros e chegar a teorias conspiratórias é uma paixão. Discutir política? Ah! Aguenta firme que isso vai longe. Pilotar aviões é uma ideia que passa pela minha cabeça. Imagina fazer algo voar? Há algo mais louco do que isso? Observar fotografias e imaginar o que aconteceu por trás das câmeras é quase um hobbie. E, gente, o que acontece com os personagens secundários dos filmes? Argh, como eu queria saber. 

Tudo me desperta curiosidade. E deveria causar esse efeito em todo mundo. As coisas ficam mais... mágicas. A forma como a planta cresce. O que poderia acontecer depois do "felizes para sempre". Será que astrologia é real? O jeito como os planetas flutuam onde não há “nada”. Como um cineasta consegue encarar tantos papéis? Como um médico consegue curar uma doença?! Ou ainda, da onde vem a inspiração de um texto assim? Meu deus, eu não sei de nada! Já pensou se as maldições do Egito são reais? Bem, ainda iria querer conhecer as pirâmides. Whatever. 

Caso queira conversar comigo, uma dica: me diga algo curioso. O que é o mesmo que pedir para você dizer qualquer coisa. Posso não saber de quase nada, mas tenho uma sede indescritível pelo desconhecido.  Não gravo nomes com facilidade. Muito menos datas. Se me perguntar algo, capaz de após um ou dois minutos você começar a achar que sou uma alienada. Me desculpe. De verdade. Queria eu conseguir gravar tudinho que leio e que ouço. Seria tão mais fácil! Ah! Se eu pudesse realizar um sonho impossível, seria esse: lembrar de todas essas informações sobre o mundo e o além. Seria mágico. 

Enfim, apenas me digas do que sabes, e eu perguntarei “por quê?”. Por quê o mundo é redondo? Por quê vivemos? Por quê você olhou para mim? Quero perguntar os porquês. Tenho prazer em fazer isso. Ah! Mas eu sei que a vida quase nunca me dá respostas. Pensando bem, nem as pessoas. Tudo que me for dito apenas trará mais pontos de interrogação à minha mente. E isso é maravilhoso.

Ah! Meu bem. Não pare não. Fale-me do que sabes. Conte-me suas histórias. Deixe-me ouvir suas loucas teorias. Sou curiosa de nascença. E não há nada que me atraia mais do que gente que sabe do mundo e tem o prazer de me contar sobre. Tenho o maior prazer em ouvir. Gosto dessa gente rara que mexe com a minha cabeça e com as ideias preconcebidas em minha mente. Amigos meus, por favor! Não me deixem ser certa de algo! Eu lhes imploro! Me façam ter mais dúvidas sobre a minha existência. Por favor <3

Por que, afinal, sou uma curiosa de nascença. E não há nada que mudará isso.

15 de maio de 2016

Para dias mais produtivos e agradáveis

Não conseguir seguir com um planejamento, demorar muito para fazer algo que levaria menos de uma hora e “travar” por ter muitos afazeres, infelizmente, é algo normal hoje em dia. Podemos criticar, xingar, dizer que está tudo errado, mas a verdade é que os tempos mudaram e é quase impossível não se encher de tarefas e compromissos. Isso nos dá um certo bloqueio. Afinal, com tanta coisa para fazer, como dar conta? Queremos também relaxar, levar a vida devagar, apenas curtir. Nossa mente, em certas ocasiões, parece a ponto de entrar em colapso. E para piorar a situação temos que lidar com a preguiça, falta de vontade, procrastinação. Realmente, é complicado. Entretanto, é o que vivemos, e o jeito é tentar adaptar isso tudo ao máximo para o nosso estilo de vida. Tornar o mais agradável possível viver de compromissos. Bem, não é impossível.

Tenho uma relação até bem boazinha com a minha vida. Costumo estar de bem com ela, sabe? E esse é um dos motivos dessa postagem. Para ser assim, é como se eu tivesse certos “macetes” para não me abalar tãããão facilmente assim com as desavenças do dia a dia. A maioria é algo natural para mim, mas há outros que eu tenho que exercitar dia após dia. É algo que me faz tão bem. Me ajuda a não deixar que um começo de estresse se transforme em algo insuportável de se lidar. 

Aqui vai algumas dessas ideias que poderão deixar seus dias mais produtivos e, digamos assim, agradáveis para o seu jeito de viver. Juro que funcionam. 

Descubra qual é o seu horário de maior produtividade e invista nele
Provavelmente você já deve ter ouvido por ai algo sobre haver pessoas noturnas e diurnas. Por experiência própria, eu acredito nisso, de que alguns “funcionam” melhor durante o dia e que outros rendem mais quando chega a noite. E, gente, a diferença é tão grande entre um e outro! Sou, definitivamente, uma pessoa noturna. Estudo de manhã, bem tranquila, ativa e tudo o mais. Mas as tardes, para mim, não costumam render tanto assim. Faço o que tenho que fazer normalmente. Contudo, sabe aquela inspiração, aquela vontade de fazer novas coisas, de estudar de verdade? Quase sempre a noite. Engraçado né? Pois é. Quando me toquei de verdade disso, passei a usar a noite a meu favor. Me dediquei mais aos meus trabalhos a noite. Fiz mais textos a noite. Até arrumei o que precisava a noite. Minhas coisas ficaram melhores. Com mais qualidade. Hoje, uso a tarde apenas para fazer o essencial, que sei que não darei conta a noite ou que não exigem tanta “força de vontade”. E para você, qual é o melhor momento do dia?

Por favor, tenha uma agenda
Você que insite em querer fazer tudinho e confiar cegamente em sua mente. Querido, tenha uma agenda! Há tantas fofinhas para vender, de todos os estilos. Tem até no 1,99. Ou melhor, você pode imprimir a sua. Fazer uma também está valendo. Apenas arranje um jeito de ter uma. É essencial ter seus compromissos, deveres e lembretes anotados. Assim é possível dar prioridades para o que for mais importante e ainda ter muuuito mais tempo para fazer aquelas coisas que você realmente quer (aka sair mais, ler mais, ver mais series). É sério, uma agenda é divisoras de água. Talvez você até fique meio surpreso com a quantidade de horas que tem um dia. 

Faça listas e tenha prioridades
Isso é basicamente um complemento do anterior. No dia a dia, liste aquilo que você precisará fazer. Lista de tarefas, trabalhos e estudos. Para você entender como uma lista faz A diferença, pense numa lista beeemm comum: a de compras. Elas são feitas para a pessoa poder ir no mercado, comprar rapidão tudo o que precisa e sair no menor tempo. Sem essa lista, em geral, a pessoa demora o dobro e esquece metade do que devia ter comprado. Não é muito difícil entender né? Além de facilitar muito na correria do dia, elas também nos ajudam a fazer tudinho no menor tempo. Ou ainda, para os mais enrolados que tem a incrível habilidade de deixar tudo para a última hora (eueueu), são maravilhosas para não nos esquecermos de alguns compromissos por aí, coisas pequenas (ou não). Faça listas. Vicia (no bom sentido - ou não).

Ouça música clássica
Não, não é o meu estilo preferido nesse mundo. Mas, meu deus, como me ajuda a focar! Chega a ser mágico. Sério. Parece um item meio aleatório. “O que vai mudar se eu ouvir isso?”. Cara, apenas tudo. Isso é chamado de “efeito Mozart” e, literalmente, tem estudos sobre como suas músicas afetam o nosso cérebro. É ciência. Escrever, estudar, fazer trabalho, ler. Adicione uma música clássica (não apenas Mozart) e provavelmente sua produtividade vai dobrar. Por experiência própria, quando tenho essa trilha sonora é como se eu conseguisse de fato me desligar do resto do mundo e focar naquilo que estou fazendo. Enquanto pop, rock, indie e whatever até que conseguem tornar o processo de "complete com alguma coisa maçante aqui” melhor, o clássico nos ajuda a realmente nos envolver naquilo que estamos fazendo.

Alimente a sua espiritualidade
Acredite em algo maior. Independente de religião, cultura, crença. Se você tem fé de que estamos aqui por algum motivo (ou algo do gênero, sei lá), as coisas ficam mais reais. É como se quanto mais conectado você estiver com essa força na qual acredita, mais vivo se sentirá. As vezes,  quando começo a me afastar desse meu lado mais espiritual, sem querer (“a vida ta muito corrida para isso”), com o tempo parece quase como se eu estivesse apenas flutuando sobre o mundo. Minha vida fica meio superficial. Estranho? Pois é. O sentido de o tópico entrar nesse post é justamente por que precisamos estar ligados ao nosso lado espiritual caso queiramos passar pelos dias sem sermos derrotados pelos mesmos. Espiritualidade é o alimento da alma assim como os livros são o alimento da mente. E quando estamos bem alimentados, tudo fica melhor. Inclusive conseguimos ver o lado bom de um compromisso insuportável e achar tranquilo um trabalho de mais de dez páginas.  A diferença é gritante. 

Descubra-se
Por último, mas talvez o mais importante: descubra-se. Descubra aquilo que você possui mais dificuldade e levará mais tempo para executar. Descubra seus pontos fortes para que você possa investir neles. Descubra, enfim, quem você é e use esse conhecimento a seu favor. Tem algo de belo e genuíno em aceitar nossas fraquezas e em usar nossas qualidades não só a nosso favor, mas a dos outros também. Uma pessoa que transmite leveza e uma certa paixão por viver, em geral, é alguém que está se autodescobrindo. Há tantos que se escondem por detrás de algo que podemos chamar de máscara. E não estou falando da máscara das aparências que, querendo ou não, é algo "normal" (não que eu a incentive, jamais. Mas esse não é o ponto). Estou é falando naquela barreira com o seu valor, a máscara que nos proíbe de acreditar em nós mesmos, que nos faz achar que só cometemos erros e que nada de bom pode vir de nós. São tantos por aí que chega a ser triste. Por isso que admiro aqueles que querem se descobrir. Vai ver que, nesse caso, querer é sim poder. E quando podemos saber como funcionamos, ah gente, muita coisa muda. 

O objetivo aqui não era dar as clássicas dicas de como ser mais produtivo e bla bla bla. No fim, queria é tentar ajudá-los a tornar os dias mais leves. Organização é fundamental, mas não é tudo. As coisas trabalham meio que em conjunto. E, gente, eu teria tanto mais coisa para falar! Sorria sempre que der. Faça exercícios. Leia constantemente. Tenha boas companhias. E etc. E etc. Um dia esse blog tratará de tudo isso também, e muito mais. Por agora, espero de verdade que esses 6 simples itens façam a diferença nos seus dias. Pelo menos pense sobre o assunto. Juro que você não perderá nada com isso. Palavra de escoteiro (mais ou menos). <3

6 de maio de 2016

Uma poesia em forma de vídeo: "Mente Contemporânea"

Jamais pensei que faria isso. Publicar um vídeo? Que mostre o meu rosto? Dava um arrepio só de pensar. No entanto, aqui estou eu. As coisas realmente mudam, não é mesmo?

Para falar a verdade, a ideia de fazer um vídeo surgiu do nada. Fiz tudo em meia hora: me veio na cabeça que "seria interessante me gravar recitando a minha poesia", gravei um único exemplar, passei para o computador, editei bonitinho, e então postei, primeiro no meu perfil no facebook, e agora no youtube. Foi tudo meio sem pensar. Apenas fiz. E isso que é o mais bizarro. Se me perguntassem por que fiz isso, não saberia dizer. Para mostrar meus textos? Divulgar o blog? Aparecer? Ser vista? Receber elogios? Eu juro, com todo o meu ser, que sinto que não foi por nada disso. Então por que? Ainda não sei, mas a minha teoria é a de que alguém por aí estava precisando ouvir essas palavras. Talvez alguém que realmente esteja precisando de ajuda. Quem sabe. Não importa.

Eu espero, do fundo do coração, que vocês inspirem e expirem cada palavra dessa poesia amadora, mas feita em um momento de total fraqueza e honestidade.

"Mente Contemporânea", escrita por mim no comecinho do ano, é sobre essa confusão que se passa na nossa mente. Que nos atormente, amedronta e nos faz acreditar que somente nós passamos por tal. É sobre, enfim, não conseguir ter controle sob os turbilhões de pensamentos que se passam em nossas cabecinhas. 



Pequena observação: não pretendo mais postar vídeos, pelo menos não por enquanto. Afinal, gosto mesmo é de apenas escrever, textos longos, recheados de palavras intraduzíveis para as câmeras. Mas, é claro, iria adorar críticas de quem vier a assistir esse aqui. Quem sabe daqui a um tempinho eu não dê a louca e fique com vontade de gravar mais um? Por isso, caso você seja uma pessoa que se inscreve em todo e qualquer canal, como eu, por que não se inscrever no do blog, né? Eu iria adorar, sem um pingo de dúvida.
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